
Na última sexta feira (18/11), foi realizada a cerimônia de entrega dos prêmios para os grupos vencedores da V Feira de Ciências e Tecnologia do Colégio Bandeirantes – “Saudabilidade”. Havia uma alegria visível nos alunos e uma grande ansiedade em saber o resultado do júri técnico. Neste momento, criou-se um suspense, seguido por uma grande explosão de alegria com a divulgação dos vencedores.
Confira todas as fotos aqui!
Os vencedores do júri técnico em 2011 foram:
2º ano
1º.Biomonitoramento da poluição do ar e Saúde Ambiental
2º.Tecnologias de detecção de tipos de pisadas na marcha e de suas correções
3º.Meditação + Respiração Consciente = Bem-estar físico e mental
6º ano
1º.Alimentação Saudável X Atividade Física. Eis a questão!
7º ano
1º. Freszzy, Isotônico Natural
8º ano
1º. Qual o produto mais eficiente na esterilização de verduras?
Reveja no vídeo a seguir alguns dos melhores momentos…
Por Gabriela Koreda
Os tradicionais vulcões de argila parecem de um passado distante quando comparados aos projetos científicos da Feira de Ciências e Tecnologia de 2011. Isso ocorre primeiramente porque o tema desse ano foi Saudabilidade, um tema muito mais humano e abrangente. Além disso, os experimentos estão mais aprofundados e ligados às questões do cotidiano.
Este ano os trabalhos foram mais elaborados e envolventes do que de qualquer outra feira tradicional. De acordo com o Professor Ricardo Almeida, um dos organizadores da Feira, essa diferença origina-se do conceito da curiosidade, muito bem explorada na feira bandeirantina e do processo educativo e profundo que envolveu a produção da Feira.
Os alunos foram estimulados mergulharem fundo no projeto. Para explicar e ensinar as centenas de vistantes, eles também precisavam saber detalhes da elaboração do experimento. Quando os estudantes pensam apenas na obrigação de apresentar um trabalho que será avaliado, o resultado acaba sendo mais simplório.
Na Feira de Ciências e Tecnologia do Bandeirantes essa evolução se mostrou constante. O público, por sua vez, espera que a cada ano os experimentos estejam cada vez melhores.
Estamos todos ansiosos para as inovações que virão ano que vem!

O Blog do BandCiências acaba de receber as informações sobre os vencedores na JURI POPULAR:
2º ano
1º.Quebrando mitos: a conservação da carne e a sua relação com o câncer
2º.Meditação + Respiração Consciente = Bem-estar físico e mental
3º.Biomonitoramento da poluição do ar e Saúde Ambiental
6º ano
1º.Alimentação Saudável X Atividade Física. Eis a questão!
2º. Anorexia e Obesidade: suas alimentações e suas complicações
3º.Anabolizantes: seus efeitos e o uso inadequado nas academias
7º ano
1º. Isotônicos Naturais
2º. Os efeitos das diferentes radiações para o ser humano
3º. Relação entre refrigerantes e ossos ou carnes
8º ano
1º.Alimentação de Fast Food: a destruição do seu sistema digestório
2º.Os riscos do Fast Food para a saúde
3º.Doenças da modernidade das grandes metrópoles
Por Marcela Porto e Rafael Marcondes
A ideia que deu origem ao projeto “Educação Para Sustentabilidade” começou em 2009, quando professores começaram a pensar em maneiras integrar a educação sustentável nas diversas ações do Band. Em 2010, nasceu o curso “Educação para Sustentabilidade”, interdisciplinar, que tem como um dos objetivos diagnosticar e solucionar questões de sustentabilidade dentro da escola. Aqueles que participam do curso formulam projetos que envolvem diversas habilidades e conteúdos, como aquele que postou avisos perto dos copos plásticos para diminuir o impacto ambiental dos mesmos no colégio.

Este ano, a “Educação para a Sustentabilidade” ocupou uma sala da Feira de Ciências, em que os estudantes ThiagoRezek, Guilherme Barroso, Giovana Leite, Fabíola Kim e Mariana Rielle desenvolveram um jogo baseado na pergunta “Como é a melhor maneira de se produzir?”.
Nele, o jogador vê e constrói as relações na cadeia de produção de certo produto. Assim é possível perceber que a cadeia produtiva de nossa sociedade é linear, ou seja, pegamos da natureza, produzimos, consumimos e jogamos fora, gerando lixo e desperdícios em toda a cadeia produtiva. Percebe-se que o ideal seria uma economia circular, inspirada na natureza, que não gera lixo nem desperdiça recursos materiais e energéticos.
Por Marcela Porto

O trabalho dos alunos Stephanie Kautny, Bárbara Faustino, André Bacalu e Amanda Mitsuue, do segundo ano do ensino médio , consiste em pesquisar os benefícios do leite. O time, orientado pelo Profº Flávio, de Física, realizou suas pesquisas inspirado em conceitos a atividades de Biologia.
Com ajuda de laboratórios, foi possível descobrir a quantidade de gordura de cada tipo de leite. Assim, o grupo tirou a conclusão de que, para as crianças, o tipo mais adequado de leite é o animal. Já, para os adultos, o leite de origem vegetal é o mais saudável, já que esse, de acordo com seus estudos de fundamento químico, não tem necessidade de ingerir tanta lactose e gordura.
Por Marcella Matida

As cestas básicas são essenciais na alimentação de uma grande parcela da população brasileira, mas será que elas atendem às necessidades nutricionais das pessoas?
Tentando responder a esta pergunta o grupo analisou a cesta básica distribuída aos funcionários do Band. Para ser saudável, uma pessoa necessita de nutirentes presentes em diversos grupos alimentícios, dentre eles carboridratos, proteínas e vitaminas.
Ao separar os alimentos da cesta básica entre esses grupos alimentares, verificou-se um excesso de carboridratos (arroz, farinha,etc) e uma falta latente de proteínas, essenciais para a síntese de aminoácidos. Além disso, observou-se também uma aparente falta de padronização entre as cestas disponíveis no mercado.
Numa tentativa de promover soluções para tais problemas, as integrantes do grupo desenvolveram um método para avaliar os compostos nutricionais presentes nas cestas básicas. Tal método foi baseado em dados da AFIA (Associação da Indústria Alimentar Americana, em inglês) e propôs a introdução de gêneros alimentícios como a soja, que não é largamente utilizada na culinária do brasileiro mas é rica em proteínas sendo, inclusive, utilizada como substituta da carne por vegetarianos.
Por Rafael Marcondes

Existem três tipos de gorduras: saturadas, insaturadas e trans. A gordura trans é considerada a mais prejudicial, já que é sólida e pode provocar muitas doenças, como quando as partículas de gordura se depositam nos vasos sanguíneos podendo levar à arterosclerose.
Nesse contexto, um dos grupos da Feira de Ciências apresenta a forma como a acidez dos óleos aumenta quando aquecidos e também o beneficio do azeite em limpar a gordura nos vasos sanguíneos. No experimento, foi determinada, em diferentes intervalos de tempo e temperatura, o teor de acidez do óleo devido à decomposição do mesmo em altas temperaturas, como explicou a estudante Marina Sardinha.
Foi também registrada a eficácia dos dois tipos de azeite mais comuns no mercado: o extra virgem, retirado da primeira prensagem da azeitona (mais saudável), e o tradicional, retirado da prensagem dos restos da primeira. Uma estratégia de marketing utilizada pelo mercado é misturar os dois tipos para baratear o produto.
Dicas dadas pelo grupo: duas colheres de sopa de azeite (de preferência extra virgem) por dia é a quantidade ideal; é importante também lembrar-se de manter o frasco fechado para evitar a oxidação do mesmo e, portanto, a diminuição de seu valor nutritivo, e, por fim, cuidado com o pastel da feira!
Por Marcela Porto

- Jonathan Kestelman, um dos integrantes do grupo.
A radiação é invisível, mas o projeto de Jonathan Kestelmane e Beatriz Dzialoshinsky mostra que ela pode ser muito útil à sociedade. Através de pesquisas foi possível observar que as emissões de ondas eletromagnéticas são eficazes como substitutos de agrotóxicos, pois esterilizam os alimentos eliminando parasitas como a Taenia solium, Ascaris lumbricoides, entre outros, sem comprometer o valor nutritivo. Perguntando pelo Band, os integrantes fizeram gráficos para ilustrar o conhecimento dos alunos e professores sobre a irradiação de alimentos. O resultado foi bom, porém contraditório: em média 65% conheciam este tratamento dos alimentos, porém a minoria deles gostaria de consumí-los.
Por Marcela Porto
 Paula Rabello, professora-orientadora do grupo; Bruna Ianni e Gabriela Teixeira
O grupo das alunas Anna Binotto, Marina Riechelman, Bruna Thalenberg, Carolina Martines, Gabriela Teixeira, Calorina Soares e Brunna Ianni, do segundo ano do ensino médio, pesquisaram as diferenças entre a carne processada e a carne de corte. “Enquanto, mesmo conservada na geladeira, a carne de corte vai se escurencendo com o tempo, a carne processada é constituída de certos conservantes: o nitrito e o nitrato de sódio, que reagem com a proteína que da cor à carne, estabilizando-a e deixando uma cor rosada, mais agradável esteticamente”, explica Anna. Surge uma contradição: esse conservantes podem causar câncer, porém sem eles a carne é muito facilmente contaminada.
Por Marcella Matida e Rafael Marcondes

Pensando em saudabilidade, muitas pessoas logo pensam em alimentação e exercícios físicos. Tentando escapar desse senso comum, o grupo resolveu apostar em métodos não tão convencionais: meditação e respiração consciente.
Meditar é desligar-se do mundo exterior e voltar-se para si mesmo. Ao entrar em estado de meditação, o indivíduo, que mantém uma respiração controlada, sente uma sensação de bem-estar e relaxamento únicos. Além disso, comprovadamente, a meditação diminui o risco de doenças cardíacas como hipertensão e auxilia no tratamento de doenças crônicas.
Para desenvolver o tema, além de inúmeras pesquisas, o grupo realizou sessões de meditação e respiração durante as semanas de provas e nas avaliações especiais do 3.o bimestre do Band. No final da “sessão zen”, os alunos preenchiam um questionário graduando a sensação de bem-estar físico e mental. Apurados todos os dados observou-se que no geral, os participantes se sentiram menos ansiosos e com maior capacidade de concentração e, portanto, mais preparados para realizarem as provas.
Durante a Feira de Ciências, os alunos montaram uma sala de meditação para disseminar seu projeto para o público. A sala, que foi banhada na cor azul, com o intuito de proporcionar uma profunda sensação de relaxamento. “Saúde é muito mais que apenas físico”, disse a aluna Marina Ingold. Vale lembrar que a prática da meditação não é vinculada a religiões e pode ser feito em qualquer lugar.
As sessões aconteceram na sala D5 às 13h15, 13h45, 14h15, 14h45 e 15h15.
 Marina Ingold, uma das integrantes do grupo de pesquisa a respeito da meditação.
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